sábado, 14 de fevereiro de 2009

SE o meu fosse assim... ...não me lembraria dos dias em que corria para que continuasse a bater.

"Eu costumo dizer que o amor é como um jogo de sorte. A probabilidade é a mesma. Os que acreditam que o amor é a razão de tudo e que sem ele a vida não tem cor tentem dizê-lo na cara de quem não o tem ou de quem nunca o teve ou até daqueles que não acreditam e que o destino lhes comprova a crença.

Acredito que tudo na vida pode acontecer. Ninguém sabe. Agora, que o amor pode acontecer e que a minha vida será melhor por essa razão, recuso-me a acreditar. Fico com náuseas pela arrogancia de quem o diz se esse alguém tem um companheiro. Fico admirada se quem o diz não tem ninguém.

Não tenho ninguém para quem correr ao fim do dia, ou alguém com quem passear ao fim de semana. E hoje não tenho ninguém com quem ir jantar fora.

E se isso, ainda, não me é totalmente indiferente espero que um dia o seja.

Não tenho a coragem ou a inocência de esperar que aconteça. O amor pode ser a melhor coisa do mundo, é certo. Mas também pode ser a pior. Talvez um dia pense de outra forma mas, agora, não vou pagar para ver.

Um dia eu perdi uma pessoa que amava e não tive nenhuma oportunidade de a ganhar de volta. Perdi-a , até, antes de eu me aperceber. Por isso, não acredito que a felicidade advenha de ter alguêm ao lado quando essa felicidade tem um prazo de validade"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Ontem...


fez 1 ano.

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Está provado... ...que aqui a menina não se entende com carros velhos e gripados. E que para os meus dois neurónios, fazer a ligação dos cabos é uma operação demasiado complexa.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A minha amiga F. e a minha amiga H.



Conheço a F. desde o 2ª ano do curso e tem sido das amizades mais preciosas que conservei todos estes anos. Ainda recordo as horas de conversa nas aulas de desenho em que nos dáva-mos a conhecer e desvendávamos alguns segredos e angustias bem guardadas que, hoje em dia, nos parecem tão distantes.

A H. foi minha colega nos cinco anos da universidade e apesar de, no ínicio, eu não lhe ligar nenhuma, encontrámos uma cumplicidade que se sobrepunha à disparidade das nossas vidas e pensamentos.

Entre tanta gente que conheci na universidade, a F. e a H. são as únicas pessoas que guardo num lugar especial. O lugar do amor tranformado em amizade, um amor muito para além da presença física e material.
Conto com elas como se da existência delas depende a minha.

E passados 15 anos, tantas coisas aconteceram nas nossas vidas que eu já não reconheço aquelas meninas que nos intervalos das aulas iam beber cafés e se juntavam para estudar e acabar projectos.

Hoje, vejo as mulheres que foram trilhando o caminho inesperado e tantas vezes cruel da vida e que aprenderam a cicatrizar as suas feridas resistindo a ferro e fogo à decepção e à traição.
Aquelas meninas já não existem. Nunca ninguém nos avisou que a vida seria assim, lembras-te de to dizer á 30 minutos ao telefone? E é verdade. Nada, nem ninguém, nos preparou para os dias loucos sem saída, para quando nos fragmentam em mil pedaços e nos deixam um sabor amargo que parece que nunca mais vai passar.

Eu gosto muito destas minhas amigas mulheres. Cada uma à sua maneira me ensina que não há situações perfeitas. Que não há coisas materiais, namorados, filhos, carreiras que nos coloquem num pedestal e nos protegem daquilo a que chamamos sofrer. Ensinam-me que irão haver sempre momentos em que nos apetece desaparecer e que tudo exige uma luta constante.

Todas nós fomos (somos?) felizes, e nos deleitámos com o doce de momentos completos e extasiantes. Todas.

Alguns ficaram para nos lembrar que é sempre possível encontrar um caminho. Alguns são a testemunha da paixão que nos une, o abraço que nos reconforta, o silencio e a solidão quebrados com a empatia de quem vai ter sempre uma palavra para nos salvar.

Anseio pelo momento em que possamos dizer que ninguêm nos preparou para os momentos de alegria e felicidade que nos esperavam e que serão muitos. Anseio por ver que nada nem ninguém matou o riso puro e estridente daquelas meninas, agora crescidas, para quem o futuro estava longe e estaria, concerteza, colorido com as sua cores prediletas.



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Ilumino-me quando me procuras. E, sem exigir nada, porque não quero e não posso, voltas de repente e fazes-me sentir feliz. Fazes-me sentir bonita. Cresço ao meus próprios olhos que viram o amanhecer naquele dia e por ti ansiaram. Hoje, não és nada. És somente a imagem louca e triste daquilo em que me tornei. És a minha vaidade. És a esperança que sobrou. Talvez voltas por interesse e porque precisas . Ou porque também te faz bem ao ego ter onde voltar. E eu, que me contento com tão pouco, fico feliz por te lembrares de mim. Ás vezes.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Existem de todas as formas...

....e feitios. Grandes, pequenos, inteligentes, parvalhões, burros, engatatões, ricos, pobres, brutos, maricas, and so on, and so on..
E de todos eles foi-me calhar um anoying. O que não fode nem sai de cima. E não é que são 20 .36h e o gajo não baza para eu fumar um cigarro.
A sério..eu na minha outra vida devo ter sido uma grande cabra.
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Todas as manhãs... Foto de Thomas J. Peterson


...a caminho do trabalho como uma maçã.
Não tenho paciência para me sentar e tomar o pequeno almoço em casa antes de sair. Uma maçã é o pequeno almoço perfeito, pois posso comê-la enquanto conduzo.
Para além de não perder tempo contribuo de forma sistemática para o embelezamento da minha zona porque, quando acabo, abro o vidro e deito o caroço pela janela fora.

Eu vou ser responsável pela plantação de uma infinidade de macieiras que competirá inquestionávelmente com a obra de D. Dinis e o seu pinhal de Leiria. Dêem-lhe tempo.

Mandar o caroço fora equivale a mandar uma pastilha elástica directamente da boca para fora. Tipo bala. Gosto. Não sei explicar porquê nem estou preocupada em fazê-lo.

Claro que tomo certas precauções. Atiro apenas para lugares que não são de passagem como por exemplo canteiros e baldios. E nunca acertei em ninguém. Agora venham-me cá dizer que eu não tenho pontaria ou principios ambientalistas.

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